Uma história interessante: Prensa Etiel para queijos

 

No século passado, quando iniciamos a fazer queijos na cozinha da nossa casa, comprando leite, usávamos uma prensa de rosca, destas antigas, com formas que utilizam discos de madeira para prensar. Como fazíamos um queijinho por vez, e tudo era novidade, não havia problema em ficar apertando a rosca a toda hora.

Quando nos mudamos para o Sítio Ecológico Etiel e compramos nossas primeiras vaquinhas Jersey e já fazíamos queijos de 40 litros de leite, a prensagem começou a ser desconfortável, pois exigia muita atenção e as prensas começaram a enferrujar e os queijos nem sempre ficavam bem prensados e iguais.

Tentando resolver o problema da ferrugem, copiamos o modelo muito utilizado nos Estados Unidos com placas de madeira e hastes rosqueadas de inox.  Fizemos, também, um modelo mais sofisticado, todo de aço inoxidável, e que foi encomendado para uso em laboratórios. Nascia a vocação da Etiel para desenvolver equipamentos criativos.

Como todas estas prensas tinham o inconveniente de usar roscas, procuramos  racionalizar o processo de prensagem usando o sistema de coluna  com peso fixo,  e para tal tivemos a ideia de colocar as formas dentro de um tubo de PVC e prensar com um peso  destes de balança, que mandamos tornear e cromar

O processo de prensagem melhorou, mas a prensa de PVC era muito estranha,  sendo preciso associar três tubos para equilibrar o sistema. Desenvolvemos então as prensas de aramado cromado, que não duraram muito, por estarmos decididos a não correr riscos e utilizar exclusivamente aço inoxidável.        

Tomada esta decisão, partimos para uma prensa com estrutura de barras de inox dobradas, fixadas por parafusos em duas arandelas calandradas.  O problema do peso, resolvemos enchendo de sucata de ferro e poliuretano recipientes de inox, comercializados para uso doméstico de  guardar alimentos.  Tínhamos desenvolvido  uma solução interessante que podia ajudar a outros fabricantes de queijos artesanais e realmente isso aconteceu e passamos a receber encomendas.

Dois aspectos, entretanto, não estavam satisfatórios para atender as encomendas:  os pesos encareciam o frete e as hastes dificultavam as embalagens,  excedendo as dimensões permitidas pelos correios.  Além disso,  nossa experiência de fazedores de queijos, mostrava que seria interessante ter um sistema de peso regulável, pois muitos queijos ficam de melhor qualidade quando se tem este recurso.  Passamos a projetar uma prensa que tivesse essa regulagem e  surgiu a ideia de usar um recipiente que todas as pessoas tem em cassa, ou seja, a garrafa PET. Definida a escolha, era preciso encontrar um sistema de fixação das garrafas na prensa e partimos para o corte a laser, recurso este que viabilizou a solução adotada.

O corte a laser nos deu a possibilidade de ajustar as hastes de apoio à coluna de formas, em diversas posições,  permitindo que a prensa opere com mais de 24 modelos de formas, sejam elas cilíndricas, retangulares, hexagonais ou esféricas.  Consideramos que isso foi um prêmio à nossa inquietação de estar sempre imaginando uma solução melhor, pois esta versatilidade nem tínhamos pensado que fosse possível se conseguir.

Quanto ao problema do excessivo comprimento das hastes, a solução foi gerada pela necessidade de eventualmente se prensar uma ou duas formas e isso não era possível pelo comprimento das garrafas PET, cuja altura interferia com a prensagem.  A solução foi tornear as hastes em torno CNC, com encaixe de rosca na metade da altura da haste, permitindo o uso de arruelas que servem de apoio  para as formas,  solucionando também o comprimento problemático das hastes.   Vale destacar a colaboração essencial  que recebemos das empresas Unylaser e Dallarosa, de Caxias do Sul, com adoção de modernos recursos tecnológicos.

Como se costuma dizer “Deus ajuda os esforçados”,  e estes ficam satisfeitos quando conseguem soluções úteis.
 

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