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  • Salga do Queijo | Etiel -Equipamentos para Queijos Artesanais | Brasil

    Salga do Queijo Cristina Haberl Farmacêutica Industrial - Empresária Salga do queijo pelo método da salmoura Além de dar sabor ao queijo, a função da salga também é auxiliar na preservação do queijo, inibindo o crescimento de microrganismos, facilitando a saída do soro e a formação da casca. A salga pode ser feita de 3 maneiras: 1. Adicionar o sal na massa de queijo Neste caso o sal deve ser acrescentado pouco antes de enformar. Para queijos maturados utiliza-se na quantidade de 3% do volume inicial de leite. Exemplo: quantidade de leite inicial de 10 litros, quantidade de 300g sal a ser polvilhada sobre a massa. Para queijos frescais esta quantidade é menor. Em ambos os casos, deve-se misturar para que a massa fique inteira salgada de forma homogênea. Como o sal irá fazer com que a massa do queijo perca soro mais rapidamente, pode ocorrer que o queijo não prense adequadamente. Neste caso o sal deverá ser acrescentado antes, quando a massa ainda estiver com os cubinhos mais úmidos. 2. Espalhar o sal sobre o queijo Este método de salga normalmente é utilizado para os queijos do tipo frescal, friccionando o sal no queijo já drenado porém ainda dentro da forma. Primeiramente em um lado, deixando o sal penetrar por alguns minutos, após virar o queijo dentro da forma e friccionar sal do outro lado do queijo. Neste método o queijo ainda perderá soro. 3. Utilização da salmoura Consiste em preparar uma salmoura, normalmente na concentração de 20% e imergir o queijo por um tempo determinado, que dependerá do tamanho do queijo e da preferência do consumidor. Vale ressaltar que o uso da cultura láctea em queijos produzidos com leite pasteurizado dá sabor e aroma característico. Em queijos maturados de sabor forte, como o parmesão, o desenvolvimento do sabor picante desejado não pode ser confundido com o sabor da salga em excesso. Uso de sal em demasia inibe o metabolismo da cultura láctea, que não irá desenvolver aroma e sabor característico tornando o queijo simplesmente salgado. ​ Preparo da Salmoura 20%: ​ Preparo de 5 litros de salmoura a 20% Pese 1 kg de sal de cozinha e acrescente quantidade de água suficiente para completar 5 litros. Leve ao fogo e deixe ferver por 10 minutos. Agite para dissolver bem o sal. Deixe esfriar e pode usar. Após cada uso, passe a salmoura em peneira fina ou dessorador sanitizado para separar eventuais pedacinhos de queijo. Guarde em geladeira para próximos usos. A cada 3 ou 4 usos, acrescente um punhado de sal e ferva novamente. ​ Característica do sal utilizado na salga O sal a ser utilizado deve ser o de cozinha, e de boa qualidade, e isento de contaminantes químicos e microbiológicos, que poderão prejudicar a qualidade final do queijo. ​

  • Que fazer com soro do leite? Etiel

    Que fazer com soro do leite? Cristina Haberl Farmacêutica Industrial - Empresária A grande preocupação de todos nós que fazemos queijo artesanal é dar um destino adequado ao soro, uma vez que não pode ser simplesmente descartado próximo a nascentes córregos ou rios, ou na rede de esgoto. Devido sua alta quantidade de matéria orgânica se descartado de forma incorreta leva a uma contaminação da água, matando peixes ou aumentando a poluição de efluentes, ou seja,do meio ambiente. Cada 1 quilo de queijo, gera em torno de 9 litros de soro e se analisarmos sua composição (proteínas, carboidratos, cálcio, fósforo, selênio, magnésio, potássio, zinco e as vitaminas B2 e B12), a conclusão é que poderíamos aproveitar melhor este “sub” produto, como uma ótimo fonte nutricional A nível de laticínios, onde milhares de litros de soro são obtidos a cada partida de queijo, o aproveitamento não se limita ao uso para produção de bebidas lácteas. Há também a obtenção do pó de soro através da desidratação e este é utilizado na produção de suplementos nutricionais diversos, para uso humano ou animal. Alguns laticínios consideram o soro de leite o seu produto principal e o queijo um sub produto. ​ Há inúmeros estudos ressaltando a importância deste riquíssimo produto e das vantagens de seu uso em nutrição. Porém vamos falar nos nossos poucos litros de soro, que obtemos em nossa produção artesanal. A nível mundial o seu reaproveito é assunto discutido por todos os pequenos produtores rurais e por pessoas que fazem seu queijinho frescal ou queijo cremoso na cozinha de casa. Em pesquisa, encontrei muitas ideias que valem a pena serem analisadas, algumas já conhecidas e outras bastante interessantes. São elas: Utilizar para fazer a tradicional ricota; Utilizar para fazer bebida láctea, fermentada ou não fermentada; Utilizar em receitas de pães, massas, bolos, panquecas, waffles, muffins, biscoitos, tortilhas, substituindo total ou parcialmente a água ou o leite; Utilizar substituindo total ou parcialmente a água de fervura do macarrão, arroz, batatas, feijão; Adicionar em sopas, ensopados;Adicionar em vitaminas batidas, refrescos, sucos, drinks; Utilizar para marinar carnes, junto com temperos, pois as enzimas presentes no soro tornam a carne mais macia; Utilizar no lugar da água quente para filar a mussarela; Como ingrediente em barrinhas de cereais; Substituir o leite por soro e fazer “doce de leite";Congelar o soro em forminhas de gelo e ir utilizando os cubinhos em molhos e outras receitas; Usar no preparo de caldo de carne reduzido e congelar para uso em receitas; O uso de pequena quantidade de soro de leite nos vegetais postos para fermentar (repolho, pepino, cebolas, cenouras, etc.), acelera o processo de fermentação; Despejar na caixa de compostagem; Diluir em água e regar as flores, horta ( o soro não pode ser ácido); Combate do oídio na horta, diluindo o soro ácido em água e pulverizar; Alimentação de animais não ruminantes. Observações: Para uso do soro em alimentos não fervidos, se houve adição de coalho, é indicado desativar a enzima aquecendo o soro até 60 graus C. Caso se utilize a salga antes de retirar o soro, o soro de leite será salgado e não poderá ser usado em receitas doces. No uso em receitas salgadas ajustar a quantidade de sal a ser acrescentada. Como ingrediente no preparo de massas, cozimentos, molhos, o soro a ser usado deve ser de pouca acidez, então assim que se obtenha, deve ser guardado sob refrigeração. O soro normalmente é considerado um problema, pois não sabemos o que fazer com ele. Visto com “outros olhos”, pode ser uma excelente alternativa. O que você faz com o soro? Escreva , nos contando. ​

  • Crescimento de fungos na área de maturação | | Etiel Equipamentos para Queijos

    Crescimento indesejável de fungos na área de maturação Cristina Haberl Farmacêutica Industrial - Empresária Colônias de fungos jovens, crescimento branco. Colônias verdes já com esporos. O crescimento de uma ou outra colônia de fungos nos queijos ocorre e é normal, principalmente na fase de formação da casca. Este crescimento ocorre, pois fungos possuem as mesmas exigências de temperatura e umidade que os queijos em maturação. A fixação dos esporos é facilitada quando a casca do queijo ainda está úmida. ​ Nesta fase inicial de germinação dos esporos, podemos identificar uma colônia jovem como um floquinho branco, que rapidamente irá se desenvolver e formar os esporos. Nesta fase, quando os esporos já são um ponto escuro visível, qualquer deslocamento do ar como o abrir de porta, manuseio dos queijos, golpe de ar, a varrer a área de maturação a seco, irá fazer com estes esporos se soltem dos queijos colonizados, se espalhem e se fixem em outros queijos, nas paredes, prateleiras. Quando caem em superfícies úmidas iniciam novamente o ciclo de germinação, crescimento etc. Caso este ciclo não seja interrompido, teremos uma contaminação maciça de fungos. ​ Ressaltamos que não estamos falando dos queijos onde o fungo é acrescentado ao queijo na fase do preparo, para lhe dar o sabor característico desejado como exemplo: Camembert, Brie, Roquefort, Gorgonzola, ou de fungos que se desenvolvem em microclimas muito específicos, que ao se fixarem nos queijos, se desenvolvem conferindo ao mesmo, características apreciadas como os queijos das regiões do Serro, da Canastra e outros. Estes fungos crescem espontaneamente nas câmaras de maturação e já foram devidamente identificados. ​ A perda de controle do crescimento indesejável de fungos pode ser preocupante, principalmente por não se saber qual o tipo está crescendo. Há classes de fungos que ao crescerem, produzem toxinas prejudiciais se ingeridas, citando como exemplo a temida aflotoxina. ​ Para evitar uma contaminação maciça e descontrolada de fungos não identificados, o melhor é a prevenção que consiste em verificar diariamente os queijos e ao primeiro sinal de colônias (floquinhos brancos) e lava-los com escova de cerdas macias. ​ Caso a contaminação esteja em grande parte dos queijos, retire todos da área de maturação, independente se apresentar fungos ou não. ​ Lave as paredes e chão com água e detergente, e enxágue. Poderá usar água sanitária, solução 2,5% (cerca de 2 gotas para 1 litro de água) ​ Se as prateleiras forem de madeira , lave com água e detergente, com solução de água sanitária, solução a 2,5%, deixe secar, podendo até escaldar com água fervente. A literatura cita que secando as prateleiras ao sol, os raios ultravioletas possuem a propriedade de sanitizar a madeira que é muito porosa. Esta porosidade pode alojar não só esporos de fungos, assim como bactérias. . Com a câmara de maturação livre da maior parte dos contaminantes, alguns sempre ficarão, feche a câmara e escove todos os queijos com escova de cerda macia, (não machuque a casca) em água corrente para que a mesma leve embora os esporos. Não lave em bacia, pois estará contaminando os queijos novamente. ​ Seque os queijos com uma toalha ou pano de pratos limpos, para que não haja uma nova contaminação ou deixe secar espontaneamente. Devolva os queijos para a área de maturação. ​ Após esta etapa, verifique os queijos diariamente, pois alguns esporos sempre estarão presentes. Se os queijos apresentarem pequenos flocos brancos, lave-os em água corrente. Se houver queijos com casca rachada, separe-os, dos demais, em outro local, pois o crescimento de fungos se espalhará dentro do queijo, através das olhaduras mecânicas o que tornará difícil sua remoção e estes queijo sempre serão um foco de contaminação. ​ ​ ​

  • Receita de Creme de Leite Azedo Etiel Equipamentos para Queijos Artesanais

    Receitas Creme de Leite Azedo Creme de Leite Azedo ​ Cristina Haberl Farmacêutica Industrial - Empresária ​ ​ Há semanas atrás, recebi uma valiosa consulta que me fez pesquisar sobre um derivado do leite tão conhecido e largamente produzido comercialmente na Europa, Estados Unidos, México, Índia, alguns países da America Latina e quase não conhecido no Brasil, tanto que poucos laticínios o produzem comercialmente. ​ Conhecido como Sour Cream, ou Crème Fraîche em francês, com diferenças no teor de gordura, tendo o primeiro um teor de gordura de 20%, sendo acrescido com goma e enzima coagulante, para torná-lo mais espesso. Crème Fraîche possui um teor de gordura de 30%, é mais espesso, com um sabor mais suave que o Sour cream. No Brasil é conhecido como Creme de Leite Azedo. O uso em culinária do Sour cream (teor de gordura de 20%), possui a vantagem por ser menos calórico, porém ao aquecer separa a parte aquosa, então é mais indicado para ser usado em molhos e sopas ou em receitas que não precisam ser aquecidas. ​ O crème fraîche (teor de gordura 30%), não separa a parte aquosa e pode ser usado em molhos mais consistentes, cremes doces ou salgados. Ambos podem ser usados em bolos, tortas, bolachas, biscoitos e outras inúmeras receitas de doces e salgados. ​ As receitas onde o Creme de leite Azedo é um ingrediente estão vastamente publicadas na internet e as possibilidades são infinitas, com um delicioso toque ácido, ativa as papilas gustativas fazendo que o sabor do alimento fique mais acentuado. Diferente de utilizar simplesmente o creme de leite. ​ Há receitas de como fazer creme de leite azedo, que utilizam suco de limão como acidificante. Particularmente acho que a adição de ácido cítrico tanto com o uso do limão ou acido cítrico deixa qualquer derivado de leite com sabor ácido muito pronunciado e agressivo. ​ O uso de uma cultura láctea para obter o creme de leite azedo, além de produzir o ácido lático, que é um ácido mais suave e agradável, também tem a vantagem de produzir produtos que dão de sabor e aroma ao creme. ​ Basicamente os tipos de creme de leite ou nata que podem ser utilizados para fazer o Creme de leite Azedo são: ​ Creme de leite pesado : tem entre 36% e 40% de gordura, que vai deixar o creme de leite azedo mais consistente. Whipping cream: tem entre 36% e 30% de gordura, que é um creme de leite mais líquido, usado para fazer creme de leite batido ou chantilly. Dará um creme com consistência mais líquida. ​ A mistura dos dois acima, meio a meio, que dará uma consistência mais fina. Pode ser acrescentado leite em pó para melhorar a consistência. Nos cremes de leite ultra pasteurizados ou ultra pasteurizados a alta temperatura, as alterações na composição do creme podem inibir o crescimento da cultura láctea. ​ Receita do Creme de leite Azedo ​ I ngredientes: 01 Creme de leite pesado ou mistura de cremes acima descritos, de acordo com a consistência desejada. Para quem têm vacas leiteiras, deixar o leite em repouso algumas horas na geladeira para separar a nata do leite e retirar o creme de leite sobrenadante ou então centrifugar em desnatadeira. Para quem não tem acesso ao creme de leite em natura, há a opção de adquirir a nata industrializada, disponível no mercado. A que encontrei no comércio local possui 45%, de gordura e a composição é: Creme de leite pasteurizado, concentrado proteico e estabilizante de goma carragena. Utilizei 4 potes contendo 300g cada e não acrescentei leite para acertar o percentual de gordura. Cultura láctea. Utilizei uma Cultura mesófila (F-MO) cuja é composição: Lactococcus lactis subsp. cremoris; Lactococcus lactis subsp. lactis. Modo de fazer: Para o uso do creme de leite não pasteurizado (in natura) aquecer em banho maria até 62 ° C e manter a essa temperatura durante 45 minutos. Esfrie o creme até 25º C. Se utilizar o creme de leite pasteurizado, comercial, acerte a temperatura até 25º C (em banho Maria – não aqueça direto em chama). Adicione cultura láctea na quantidade proporcional ao volume do creme de leite e agite suavemente até que fique homogeneizado. Transfira para um frasco de vidro e cubra com um filtro de café ou um pano de tecido apertado e segure com uma fita de borracha. É importante que haja troca de oxigênio no interior do vidro. Coloque o frasco em um local com temperatura entre 23 e 25 ° C, para o desenvolvimento da cultura láctea e mantenha por 16-18 horas. Uma vez que o creme azedo tenha ficado de acordo com a acidez de sua preferência, coloque uma tampa apertada sobre o frasco e armazene na geladeira. ​ A validade do creme de leite azedo é de 2-3 semanas. ​ Observação Caso queira utilizar a cultura termófila, pode utilizar uma colherada de iogurte comercial, com produção recente (sugestão 1 colher de sobremesa para 1 litro de creme de leite). ​ Caso queira um creme mais espesso, acrescente leite em pó antes de aquecer o creme de leite. Para dissolver melhor, use uma pequena quantidade de creme de leite, dissolva bem e passe na peneira, depois acrescente ao restante. É importante que não fiquem grumos do leite em pó. Fotos do Processo Clique na imagem para ampliar

  • Chegou a vez | Brasil | Etiel -Equipamentos para Queijos Artesanais

    Chegou a vez do queijo artesanal Finalmente graças à luta e competência de Minas Gerais chegou a hora de termos reconhecida a importância dos queijos artesanais no Brasil. Onde se produz leite, sempre existiu algum tipo de queijo artesanal, mas era clandestino, como se fosse um crime agregar valor ao leite produzido em uma propriedade rural. Interesses econômicos contrariados sempre estiveram presentes dificultando a luta pelo direito de produzir e comercializar legalmente queijos artesanais. Leia www.etiel.net/#!produzir-queijo-artesanal-/c1vx2 O brasileiro é criativo e empreendedor e certamente vamos superar a França com seus queijos regionais, identificados por seus locais de origem. Desde Marajó encontramos em todo o Brasil queijos reconhecidos e valorizados por seus sabores característicos, preservados ao longo de gerações. Esta verdadeira revolução que está recém se iniciando, se viabiliza e consolida pela ação destacada de cada Emater estadual e Embrapa a nível federal. A melhoria da qualidade do leite é o ponto de partida, consolidado pelo apoio dispensado aos produtores pelos técnicos destas entidades. Um exemplo deste trabalho é o excelente Guia Técnico da Emater MG www.emater.mg.gov.br/doc/intranet/upload/queijo_site/cartilha_queijo%202.pdf Temos um longo caminho a percorrer e nós do Projeto Etiel nos propomos a colocar à disposição nossos recursos em termos de desenvolvimento de equipamentos adequados e, em especial, de formas que facilitem a caracterização e individualidade dos queijos regionais. Projeto Etiel O Projeto Etiel foi implantado em 1998, no Rio Grande do Sul, com objetivo de transferir tecnologia e fornecer equipamentos racionais, destinados à produção de queijos artesanais. Inicialmente produzíamos queijo, do leite de vaquinhas Jersey, em nosso sítio, em Gramado, e ficamos inconformados com o fato de não conseguirmos equipamentos adequados à nossa pequena escala de produção. Nos sentimos desafiados a desenvolver soluções racionais adequadas e o primeiro resultado foi a prensa múltipla, cuja história pode ser lida clicando aqui: www.etiel.net/#!uma-historia-interessante/c1j5b Entusiasmados, fomos nos envolvendo cada vez mais com esta atividade e acabamos por nos dedicar exclusivamente a ela através do Projeto Etiel, e constituímos a empresa Etiel para produzir e comercializar nossos equipamentos. Estimulados por nossos clientes, verdadeiros parceiros, estamos produzindo diversos modelos de tanques, lira vertical/horizontal, agitador por turbilhonamento, pazinha alimentadora de formas, placa dessoradora, prensas múltiplas, e variados modelos de formas de inox. Apreciaríamos muito se instituições de assistência, treinamento e ensino nos apresentassem mais demandas, se dispondo a receber equipamentos para teste e avaliação, O fato de nossos equipamentos serem de aço inoxidável AISI 304, com toda fabricação terceirizada, com corte a laser e usinagem em torno CNC, permite grande versatilidade para gerarmos novos produtos.

  • Fazer iogurte em casa - Etiel

    Dicas Técnicas Fazer iogurte em casa Ainda que o iogurte pronto seja um alimento de fácil aquisição, disponível nas mais variadas apresentações, consistências, sabores, e valores calóricos, devemos estar cientes que nenhum iogurte comercial pode se igualar ao feito em casa.Atualmente essa mesma atraente facilidade também existe para o prático e econômico iogurte obtido no “faça você mesmo”, com utilização iogurteira ou recipiente isotérmico, e um fermento lácteo liofilizado. Ao fazermos iogurte em casa, estaremos obtendo um produto de qualidade, recém preparado, armazenado em condições de temperatura adequadas e conhecidas e, principalmente, com uma alta quantidade de microrganismos vivos, algo essencial para se obter os benefícios para a saúde que o iogurte pode nos proporcionar. Ingredientes necessários para fazer iogurte 1. Leite: O melhor leite para fazer iogurte, é o obtido de ordenha recente. Esse leite possui baixa acidez, nenhum aditivo e sua composição está preservada.Que leite usar quando não se tem uma vaquinha?Estão disponíveis no mercado 3 tipos de leite, que sofrem diferentes tratamentos térmicos para aumentar a validade: Leite Pasteurizado padronizado, embalado em saquinho plástico: O melhor leite é o pasteurizado no dia. O leite é submetido a uma temperatura 72 graus C durante 15 segundos, e rapidamente resfriado para 4 graus C. O processo garante que 99,5% de microrganismos sejam eliminados, ou seja, que de cada 1000 microorganismos previamente existentes no leite, 05 sobreviverão e continuarão a se desenvolver mesmo sob refrigeração. Sua validade é de 6 dias. Nesse processo de pasteurização a composição do leite somente é levemente alterada, porém sem perdas significativas que impeçam a multiplicação da cultura láctea. Leite UHT ou Leite Longa Vida: Esse leite é submetido a uma temperatura de 135 a 150 graus C durante 2 a 8 segundos e resfriado rapidamente. O processo garante que 99,9 % de microrganismos sejam eliminados. Esse tratamento térmico altera a composição do leite, sendo que as principais alterações são: precipitação de parte das proteínas, desativação de algumas enzimas e vitaminas. Para que não haja uma precipitação de proteínas desnaturadas no fundo da embalagem, são utilizados: citrato de sódio, monofosfato de sódio, difosfato de sódio, e trifosfato de sódio, que deixam o leite homogêneo. Leite Esterilizado: O leite é submetido a um processo térmico que consiste na elevação da temperatura entre 115 graus C e 120 graus C, e mantida por 10 a 15 minutos. Esse processo é feito com o leite já embalado, o que garante a esterilidade. O grau de alteração do leite é grande e além da precipitação de proteínas (corrigido pela adição do estabilizante Citrato de Sódio), e alteração de enzimas, e vitaminas, há o início da caramelização da lactose ( açúcar do leite), o que pode tornar o leite com ligeiro tom amarelado. Então qual o melhor leite para fazer iogurte quando não se tem uma vaquinha? O Leite Pasteurizado, adquirido no seu primeiro dia de validade, é o que tem menos alteração em sua composição e não possui aditivos (ou pelo menos não deveria ter). O leite pasteurizado favorece o bom desenvolvimento da cultura Láctea. A ressalva fica por conta do teor de 3% de gordura, o que faz com que o iogurte feito com esse leite tenha um valor calórico um pouco maior. O uso do leite tipo longa vida, pode dificultar o crescimento da cultura láctea, tanto pela alteração da composição do leite, ou pela adição dos estabilizantes. Da próxima vez que adquirir um leite tipo longa vida para fazer iogurte, leia a composição. O leite esterilizado além das alterações apresentadas no leite longa vida apresenta um início de caramelização da lactose. A cultura Láctea somente se desenvolverá conforme o desejado e esperado, se todas as condições propícias de multiplicação, tais como nutrientes, vitaminas, sais minerais, temperatura adequada forem atendidas. Portanto, quando o iogurte “não dá certo”, o tipo de leite usado deve ser avaliado. 2. Cultura Láctea: Disponível no mercado, com alta qualidade, temos a cultura Láctea liofilizada para fazer iogurte. Os microrganismos encontram-se desidratados, sendo o fermento embalado de forma a preservar a cultura adequadamente, o que confere uma validade de 1 ano ao produto, mesmo guardado fora de refrigeração. De fácil utilização, basta adicionar a cultura à um leite isento de microrganismos e na temperatura adequada. Uma vez perfeitamente dissolvida no leite a hidratação da célula ocorre com imediata multiplicação. Os microrganismos utilizarão a lactose como fonte de energia para multiplicação e formação do ácido láctico. A cultura Láctea é composta por uma associação de duas bactérias que se multiplicarão: o Lactobacillus acidophylus e Streptococcus thermophylus. Enquanto que a primeira acidifica o leite, a segunda é menos acidificante, produzindo substâncias aromáticas e o sabor agradável característico do iogurte. Nessa a associação de bactérias, encontramos um grupo de microrganismos, o Bifidusbacterium, que não se multiplicam durante o processo de elaboração do iogurte, porém estão em quantidades exatas para proporcionarem os muitos benefícios dos probióticos.

  • O que fazer com o leite produzido? - Etiel

    O que fazer com o leite produzido? Carlos Reinaldo Mendes Ribeiro Professor de Administração – Sanitarista – Empresário - Escritor Depende da quantidade produzida. Vender pequenas quantidades (menos de 200 litros/dia), para um laticínio ou cooperativa, geralmente não é um bom negócio. O preço pago por pequenas quantidades não cobre o custo de produção do leite e isso está sobejamente comprovado. Para pequena produção a alternativa é agregar valor ao leite, mas é preciso se entender bem o que seja “agregar valor”. Agregar valor significa vender o litro de leite por um preço compensador. Os queijos artesanais feitos de leite de boa qualidade, recém-ordenhado, constituem uma alternativa interessante e viável e implicam em baixo investimento que pode ser pago pela comercialização do que produzido, mas é preciso que se consiga vender o kg por um valor que seja, no mínimo, o dobro que se receberia por 10 litros de leite. No caso de queijos produzidos de leite pasteurizado, o investimento é um pouco maior, mas também é autofinanciado pela comercialização do produto. Outra alternativa excelente é a produção e comercialização de iogurte, um produto altamente lucrativo e de fácil processamento. Muito outros derivados de leite podem ser produzidos com ótima agregação de valor. É muito fácil produzir derivados de leite de boa qualidade e dá menos trabalho e custa menos do que produzir de forma improvisada e que não agregue valor adequado. Antes de investir em equipamento, e iniciar a produção, é preciso analisar o mercado e definir a comercialização.

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